CLS: conheça mais sobre!

Juliano Bitencourt
Juliano Bitencourt Head de On-page
CLS: conheça mais sobre!

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Quem já acessou uma página e viu os elementos mudarem de lugar, sabe como isso pode ser irritante. Você tenta clicar em um botão, mas ele “foge” e, por acidente, aciona outro link. Essa movimentação inesperada tem um nome técnico: Cumulative Layout Shift, ou simplesmente CLS.

Apesar do termo parecer complexo, o conceito é fácil de entender. Ele está relacionado à forma como o conteúdo se organiza durante o carregamento. Portanto, compreender tudo sobre Cumulative Layout Shift, qual é sua relevância e o que pode ser feito para evitar falhas é essencial para quem trabalha com web. Continue a leitura!

Imagem de pessoa digitando

O que exatamente é o CLS?

Durante os primeiros segundos em que uma página está sendo exibida, é normal que os elementos apareçam gradualmente. O problema é quando, mesmo depois de aparentemente carregada, o conteúdo continua se movendo, comprometendo a experiência e podendo gerar frustração.

Nesse contexto, entra o Cumulative Layout Shift, métrica usada para identificar esses saltos que atrapalham a interação e deixam a navegação instável. Ela analisa o quanto o layout muda inesperadamente enquanto o conteúdo é exibido.

Esse indicador faz parte dos Core Web Vitals, um grupo de métricas voltadas à experiência do usuário, que mede o quanto os componentes de uma página se movem de forma não planejada durante o carregamento.

As mudanças de layout geralmente acontecem quando o navegador reorganiza a estrutura porque algum item foi carregado com atraso — como uma imagem sem tamanho definido ou um anúncio que aparece depois do texto. Nesse sentido, o CLS leva em conta a área ocupada pelo elemento antes e depois do salto, considerando também o impacto visual na tela.

Por que a forma como o conteúdo é renderizado faz diferença?

Evitar deslocamentos visuais não é só uma questão estética. A maneira como os elementos aparecem influencia diretamente na usabilidade. Se algo muda de lugar depois que o usuário já começou a interagir, a chance de clicar em algo errado aumenta, afetando negativamente a experiência.

Além disso, quando a estrutura é estável desde o início, a navegação parece mais leve e rápida, mesmo que o tempo real de carregamento não tenha mudado. Essa fluidez visual ajuda a reter visitantes e reduz o abandono precoce das páginas.

Principais benefícios dessa métrica

Controlar essas movimentações traz vários benefícios. O primeiro, sem dúvida, é tornar a navegação mais confortável. Quando tudo aparece no lugar certo, o visitante consegue focar no conteúdo e interage com mais segurança.

Outro ponto positivo é a visibilidade nos buscadores. Plataformas como o Google consideram a estabilidade visual como um dos fatores que influenciam o ranqueamento nos resultados de pesquisa. Então, cuidar do CLS pode ajudar o site a alcançar posições melhores.

Além disso, a previsibilidade dos elementos facilita a vida de pessoas com limitações motoras ou cognitivas, que podem ter mais dificuldade quando o layout muda inesperadamente.

Quais são as limitações que podem surgir com Cumulative Layout Shift?

Apesar das vantagens, o CLS tem suas limitações. Para começar, ela não considera movimentos provocados por ações do usuário, o que pode confundir quem está analisando os dados.

Em alguns casos, mudanças de layout cumulativas intencionais fazem parte da proposta do design, como animações planejadas, mas podem ser apontadas como “problemas”.

Outra questão é a variação nos resultados. Dependendo do dispositivo, da conexão ou até do navegador, os dados coletados podem ser diferentes, dificultando a criação de metas fixas ou comparações diretas entre diferentes públicos.

Imagem de pessoa digitando

Como evitar as instabilidades?

Para evitar o layout shift, algumas práticas ajudam bastante. Uma das mais eficazes é definir tamanhos fixos para mídias, como imagens e vídeos. Quando isso é feito, o navegador já sabe qual espaço reservar antes do carregamento completo.

Também vale prestar atenção no uso de fontes. As personalizadas costumam ser aplicadas com atraso, podendo causar saltos no texto. Nesse caso, a solução é aplicar o carregamento com font-display: swap, que permite usar uma alternativa temporária sem comprometer o layout.

Outro ponto importante no CLS são componentes dinâmicos — como anúncios, iframes ou widgets. Eles devem ter áreas reservadas para não deslocar o restante do conteúdo quando finalmente aparecerem.

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Juliano Bitencourt

Formado em Comunicação Digital, iniciou sua carreira na área de programação e desenvolvimento, migrando para o marketing digital em 2014. Ingressou na Gear SEO em 2018 e atualmente é sócio e Head de SEO On-page.

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