28 / maio / 2024
5 MIN.

Algoritmo do Google

Rodrigo Botinhão

CEO e Fundador - Gear SEO

Sumário

Em um projeto de SEO, os elementos são desenvolvidos pensando na experiência do usuário e na melhora do ranqueamento nos resultados de busca. O grande desafio é saber o que o algoritmo do Google analisa e como ele prioriza os conteúdos que ficam nas primeiras posições. 

Para entender como funciona o algoritmo de busca do Google, é preciso acompanhar as atualizações frequentes e testar diferentes estratégias no projeto, identificando as mudanças nos resultados. 

O que são os algoritmos do Google?

O algoritmo do Google nada mais é do que um conjunto de regras utilizadas pelo mecanismo de busca para elencar os conteúdos nas páginas de resultados. Assim como as demais estruturas matemáticas, ele tem como parâmetro um conjunto de dados que é filtrado, analisado milimetricamente e entregue conforme as métricas de boas práticas.

Isso significa que ele é responsável por destacar as páginas nas sonhadas primeiras posições da SERP. Para essa tarefa, o algoritmo considera as palavras-chave e a relevância dos conteúdos ao indicá-los para cada usuário, entregando os que são mais adequados e têm mais chances de responder às dúvidas pesquisadas.

Ainda assim, não há um consenso sobre o que, de fato, é considerado um critério de avaliação do Google. Há apenas as recomendações indicadas pelo próprio buscador para o desenvolvimento de páginas com desempenhos positivos, que costumam ser seguidas nos projetos de SEO e adaptadas conforme os resultados são observados. 

Como o algoritmo do Google funciona?

O algoritmo do Google é trabalhado muito antes do momento em que o usuário faz uma pesquisa no buscador. A análise é feita constantemente em três etapas: rastreamento, indexação e ranqueamento. Elas acontecem em páginas novas, alteradas e já existentes na internet. 

Rastreamento

O rastreamento é feito por robôs, chamados de Googlebots, que percorrem os links dos sites e armazenam as informações de cada URL no índice do mecanismo de busca. Para facilitar essa etapa, o ideal é criar um sitemap, que funciona como um mapa do domínio. Ele o mantém organizado para a leitura e a identificação das novas páginas.

Indexação

Depois do rastreamento, os URLs são armazenados no Índice de Pesquisa e precisam ser organizados para a exibição durante as buscas dos usuários. Para isso, o algoritmo do Google compreende os dados da etapa anterior, identificando as palavras-chave presentes nos títulos e no texto. A ordem em que os conteúdos são apresentados, no entanto, só é definida na etapa seguinte. 

Ranqueamento

Nesse momento, o algoritmo do Google passa a analisar diferentes fatores para classificar as páginas no resultado de busca. Os primeiros conteúdos apresentados (que não são os de anúncios pagos) são os considerados mais relevantes para o usuário.

Quais são os fatores observados pelo algoritmo do Google?

Afinal, quais e quantos fatores o algoritmo do Google analisa? A lista é diversificada. Os principais são: qualidade do conteúdo, backlinks, SEO On-Page, E-E-A-T, SEO Local e Core Web Vitals. 

Qualidade do conteúdo

“Temos que ter um conteúdo de qualidade, voltado tanto para o usuário quanto para o robô do Google. Ele precisa ser relevante de alguma forma — ao responder uma pergunta, sanar uma dor ou levar o leitor para onde ele quer”, explica Douglas Gomes, Líder de Estratégia da Gear SEO.

O especialista explica, ainda, que o conteúdo deve ser produzido com profundidade e originalidade, apresentando o tema detalhadamente. Mais que isso, também precisa ser atualizado, para evitar dados ultrapassados, e utilizar palavras-chave pertinentes ao negócio. 

Backlinks

O trabalho de backlinks precisa focar na qualidade dos links que referenciam o site, e não apenas na quantidade. Os domínios precisam ser relevantes ao negócio para que tenham um efeito significativo na mudança de autoridade da marca.

SEO On-Page

Como o algoritmo do Google preza pela experiência do usuário, a parte técnica dos sites precisa de cuidado redobrado. Para o especialista em Estratégia, é preciso pensar no seguinte: quão fácil é o caminho que o usuário percorre no domínio para chegar aonde quer? Para facilitar esse percurso, deve-se focar em:

  • velocidade de carregamento da página, tempo de resposta à primeira interação, estabilidade visual e outros fatores do Core Web Vitals;
  • segurança do site (domínios com HTTPS são considerados mais seguros);
  • compatibilidade com dispositivos móveis (mobile first);
  • estrutura do cabeçalhos voltada à acessibilidade;
  • imagens com texto alternativo para inclusão.

E-E-A-T

O conceito E-E-A-T foi introduzido nas boas práticas pelo próprio Google para avaliar a qualidade dos conteúdos. O ideal é que eles sejam produzidos pensando nos pilares da sigla: Experience, Expertise, Authoritativeness e Trust, ou seja, experiência, especialidade, autoridade e confiança.

SEO Local

“O Google My Business é de extrema importância. É preciso ter um perfil completo com a localização de todas as lojas”, diz o Líder de Estratégia. Além de manter o endereço atualizado, é preciso disponibilizar, aos usuários, as informações de telefone e link de acesso ao site. Isso mantém a comunicação eficiente, sanando dúvidas que os visitantes podem ter diretamente pela plataforma.

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