29 / abr / 2024
6 MIN.

Google Discover

Rodrigo Botinhão

CEO e Fundador - Gear SEO

Sumário

Já reparou que, às vezes, o Google sugere alguns artigos e páginas de assuntos que você acabou de pesquisar ou até mesmo falar? Esse é justamente o trabalho do Google Discover, que sugere conteúdos com base na sua atividade na web e nos aplicativos. Descubra mais sobre ele a seguir!

Um pouco sobre o Google Discover

O Google tem várias ferramentas voltadas para a experiência do usuário. Victor Alencar, Head de Estratégia da Gear SEO, explica que “enquanto, no Google Search, eu vou proativa e espontaneamente até o buscador e faço uma pesquisa com base no que eu quero acessar, no Discover, é a própria plataforma que me recomenda conteúdos direcionados ao que eu normalmente consumo na web e nos apps”.

O objetivo principal é justamente antecipar a intenção de busca do usuário e já disponibilizar conteúdos que tenham relevância aos seus interesses. Ele funciona como uma espécie de feed e só está disponível para acesso mobile (pelo app Google, pelo navegador do dispositivo móvel e na tela inicial de alguns devices).

Como funciona o Google Discover?

Sabendo o que é Google Discover, está na hora de entender como esse recurso funciona. Tudo é baseado nas permissões que o usuário dá à plataforma em relação à atividade na web e nos aplicativos. “Tem casos em que a ferramenta vai estar mais alinhada aos seus interesses ou menos. Isso ocorre conforme o nível de acesso que você permite a ela”, indica Victor.

E como é feita essa permissão? É necessário ter uma conta no Google e estar logado nela. Então, é possível ativar ou desativar esse recurso para acessar sua atividade. Porém, você também pode personalizar seus interesses para que a plataforma faça recomendações mais assertivas.

É possível, por exemplo, seguir sites de que você gosta. Ao acessar a aba do Google Discover, a parte “following” apresentará suas escolhas. Além disso, o usuário também pode incluir ou excluir partes da atividade, como histórico do Chrome, uso de voz e áudio e até mesmo as pesquisas visuais. 

Outro ponto interessante é a possibilidade de personalizar uma exclusão automática de atividades após um período. E mesmo no próprio feed do Discover, é possível ir marcando assuntos, sites, personalidades e outros aspectos que você gostaria de ver nas sugestões. 

Conteúdo e Google Discover: o que é recomendado?

Sabendo como funciona o Google Discovery no Chrome em dispositivos móveis, pode surgir uma dúvida em relação aos conteúdos: qualquer página pode aparecer lá? De acordo com as diretrizes da própria plataforma, basta ela estar indexada e seguindo a política interna.

Na política de conteúdo do recurso, a página precisa seguir algumas diretrizes. Além disso, ela não pode violar as regras da própria plataforma para spam e uso geral. Veja o que não é permitido:

  • conteúdo perigoso, de assédio, de incitação de ódio, explicitamente sexual, extremista, violento, sangrento ou até mesmo médico;
  • práticas enganosas;
  • formato de mídia manipulada;
  • linguagem vulgar e obscena.

O número de anúncios presentes na página também é computado. Não é recomendado haver mais propagandas do que o texto relevante. Além disso, é necessário deixar claro o que é conteúdo patrocinado. Nesse monitoramento, o Google Discover usa o SafeSearch, que deixa o feed ainda mais seguro.

Como o SEO pode ser ligado ao Google Discover?

Fabio Cosman, Head de Conteúdo da Gear SEO, explica que “o Discover é uma estratégia de aquisição de tráfego que funciona muito bem com o SEO ‘tradicional’, já que traz visitas e trabalha o branding por meio de uma fonte nova, que é a recomendação”.

Sobre a ligação com SEO, Victor Alencar indica que “os resultados do Google Discover aparecem no Google Search Console, então, são contabilizados. Porém, eles são muito mais um bônus do que um objetivo final, porque não se tem a certeza ou a garantia de que eles irão aparecer no feed”.

Mesmo assim, Google Discovery e SEO podem andar lado a lado. Victor explica que um bom caminho é “fazer um conteúdo de qualidade, seguindo as práticas de otimização de helpful content e técnicas da documentação do Google, e torcer para aparecer no feed”.

“É importante entender que, quando pensamos em conteúdo recomendado, isso significa trabalhar keywords e pautas, muitas vezes, diferentes do racional utilizado tradicionalmente”, explica Fabio Cosman.

Cosman completa: “também é importante salientar que, uma vez ‘ativado’ o Discover de um site, o Google começa a recomendar muitas outras páginas, antigas ou novas. Uma boa tática para fazer a plataforma indicar conteúdos é iniciar a produção e a publicação de Web Stories (WS)”.

O profissional finaliza dizendo que “o site e as páginas, para serem recomendadas, devem disponibilizar conteúdos informacionais, puramente informativos. Trabalhar a sazonalidade e pautas quentes também é um caminho importante”.

Recomendações do Google

Na documentação do próprio Google, existem algumas recomendações para os conteúdos. Usar título resumindo o texto, inserir imagens de alta qualidade e criar um conteúdo relevante são algumas das sugestões da plataforma.

Trabalho técnico

Aqui na Gear SEO, o departamento de On-Page é focado nas tarefas técnicas relevantes para um projeto de SEO. Marcos Tadeu, analista e especialista da área, explica que, em conteúdos de site e blog, “as métricas de CTR (taxa de cliques), engajamento e alcance são bem importantes para o Google Discover”.

“O Google utiliza esses indicadores para avaliar a qualidade e a relevância do conteúdo. Isso influencia na frequência com que ele é recomendado no feed do Discover”, completa o especialista.

Agora, para o trabalho de Web Stories, já mencionado anteriormente por Fabio Cosman, Marcos indica que, “além das métricas tradicionais — como CTR e tempo de permanência na página —, é interessante monitorar a taxa de completude da história. Isso indica quantos usuários assistiram ao WS até o final, fornecendo insights sobre o engajamento e a relevância do conteúdo”.

Marcos explica que, nos conteúdos de site e blog, algumas otimizações podem ser voltadas para o Discover, como: “implementação de dados estruturados (que informam à plataforma o tipo de conteúdo e as datas de publicação e atualização), criação de sitemap.xml e uso de imagens leves sem perda de resolução”. 

Nos Web Stories, o cuidado está relacionado à inserção de “imagens de alta qualidade e otimizadas para não prejudicar o tempo de carregamento. Também vale destacar o uso moderado de animações, para adicionar interesse visual sem distrair do conteúdo principal, e acessibilidade/compatibilidade com dispositivos móveis, garantindo uma experiência de usuário fluida e satisfatória”, finaliza o especialista.

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